travessia

Grupo Terapêutico para Pessoas com Dor Crónica

corpo

emoção

história

transformação

transformar a dor em caminho

A dor crónica não é apenas uma experiência física — é uma travessia que toca o corpo, a emoção, a identidade e as relações. Muitas vezes vivida em silêncio e isolamento, transforma a forma como a pessoa se vê a si própria e o modo como habita o mundo. Este grupo terapêutico propõe um espaço seguro onde essa experiência pode ser escutada, partilhada e progressivamente integrada.
 
Ao longo de 12 sessões estruturadas, trabalhamos a dor numa perspetiva integrativa — corporal, emocional, simbólica e relacional — promovendo a expressão, a construção de significado e a reconstrução da identidade para além da doença. Num contexto grupal, a dor deixa de ser apenas um peso individual e torna-se também um lugar de encontro, reconhecimento e transformação.

12 sessões semanais, às Sextas:
8, 15, 22, 29 Maio
5, 12, 19, 26 Junho
3, 10, 17, 24 Julho


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Corpo, Emoção, História e Transformação    

Coordenação:
Sandra Lopes, Psicóloga Clínica e da Saúde

Cristina Magalhães, Psicóloga Clínica e da Saúde

Enquadramento 

A dor crónica constitui uma condição de saúde complexa e multidimensional, com impacto significativo no funcionamento físico, emocional, relacional e profissional da pessoa. Para além da dor persistente, muitas pessoas vivenciam sentimentos de incompreensão, isolamento, perda de identidade, alterações nas relações familiares e conjugais, ansiedade, humor depressivo e diminuição do sentido de vida. 

A dor crónica não afeta apenas o corpo, mas a forma como a pessoa se perceciona a si própria, a forma como se relaciona com os outros e a forma como projeta o seu futuro. Neste sentido, a intervenção psicológica na dor crónica deve ir além do controlo sintomático, integrando a dimensão emocional, relacional e simbólica da experiência de dor. 

O grupo terapêutico constitui um dispositivo de intervenção particularmente adequado neste contexto, pois permite transformar uma experiência frequentemente vivida em isolamento numa experiência partilhada, promovendo a identificação, a validação emocional, o suporte social e a reconstrução de significado face à doença. 

O programa Travessia propõe um percurso terapêutico estruturado em grupo, integrando psicoeducação, expressão simbólica, trabalho corporal, narrativa pessoal e dinâmica relacional, com o objetivo de promover a adaptação psicológica à dor crónica e a reconstrução da identidade para além da doença.    

Objetivo Geral 
Promover a adaptação psicológica à dor crónica, através da integração da experiência corporal, emocional e relacional, favorecendo a reconstrução de significado e a melhoria da qualidade de vida.    

Objetivos Específicos 
Compreender a experiência da dor crónica numa perspetiva biopsicossocial; 
✓ Promover a expressão emocional associada à experiência de dor; 
✓ Explorar o impacto da dor na identidade pessoal e nos papéis de vida; 
✓ Trabalhar o sentimento de perda associado à doença crónica; 
✓ Promover a integração do corpo como espaço de escuta e expressão; 
✓ Explorar o impacto da dor nas relações familiares e afetivas; 
✓ Identificar recursos internos e estratégias de adaptação; 
✓ Promover estratégias de regulação emocional; 
✓ Reduzir o isolamento emocional e social; 
✓ Promover o sentimento de pertença e suporte grupal; 
✓ Favorecer a reconstrução da identidade para além da doença;
Promover a integração simbólica da experiência de dor no percurso de vida.    

Destinatários 
Adultos com diagnóstico de dor crónica (ex.: fibromialgia, dor musculoesquelética crónica, doenças reumáticas, dor neuropática, entre outras); 
✓ Pessoas que vivenciem impacto emocional significativo associado à dor crónica; 
✓ Pessoas com capacidade de participação em contexto grupal e de reflexão sobre a experiência pessoal.    

Estrutura do Programa 
O programa encontra-se organizado em 12 sessões estruturadas, distribuídas por cinco fases terapêuticas:    

Fase 1 – Construção de segurança e linguagem simbólica 
✓ Sessão 1 – Acolhimento e construção do espaço terapêutico 
✓ Sessão 2 – A dor como mensageira: escutar o corpo    

Fase 2 – História de vida e identidade 
✓ Sessão 3 – A biografia da dor: encontros e ruturas 
✓ Sessão 4 – A sombra e o cansaço da persona 
✓ Sessão 5 – A Criança Interior ferida    

Fase 3 – Relações e herança emocional 
✓ Sessão 6 – A dor nas relações familiares 
✓ Sessão 7 – Heranças familiares e lealdades invisíveis    

Fase 4 – Corpo e Recursos internos 
✓ Sessão 8 – O corpo como lugar de expressão 
✓ Sessão 9 – Arquétipos de cura e proteção    

Fase 5 – Integração e transformação 
✓ Sessão 10 – Dançar a dor, dançar a vida 
✓ Sessão 11 – O símbolo da transformação 
✓ Sessão 12 – Encerramento e ritual de transição    

Este percurso terapêutico procura promover a passagem de uma vivência de dor centrada na perda, no isolamento e na fragmentação, para uma experiência de maior integração emocional, relacional e identitária.    

Metodologia de Intervenção    
O programa integra diferentes metodologias terapêuticas: 
Psicoeducação sobre dor crónica e emoções; 
✓ Técnicas de relaxamento e imaginação guiada; 
✓ Expressão plástica e simbólica (desenho, colagem, modelagem); 
✓ Escrita terapêutica e narrativa pessoal; 
✓ Trabalho com metáforas e símbolos; 
✓ Exercícios corporais inspirados no movimento expressivo e Biodanza; 
✓ Dinâmicas de grupo e partilha terapêutica; 
✓ Rituais simbólicos de integração e transição.    

A intervenção assenta numa perspetiva integrativa, com influências da Psicologia Analítica, das Terapias Expressivas, da abordagem narrativa e da perspetiva sistémica e relacional.       

Duração e Funcionamento 
✓ 12 sessões semanais, às Sextas (8, 15, 22, 29 Maio; 5, 12, 19, 26 Junho; 3, 10, 17, 24 Julho) 
✓ Duração de cada sessão: 1h30 / 2h 
✓ Grupo fechado durante as 12 sessões 
✓ Número de participantes: idealmente entre 6 e 10 participantes 
✓ Valor: 30 €/ Sessão    

Continuidade    
Após as 12 sessões, o grupo poderá transitar para um Grupo de Partilha e Suporte na Dor Crónica, de carácter aberto, com periodicidade quinzenal ou mensal, com os seguintes objetivos: 
✓ Manutenção do suporte emocional; 
✓ Partilha de dificuldades e conquistas; 
✓ Prevenção do isolamento; 
✓ Continuidade do processo de adaptação à dor crónica; 
✓ Reforço do sentimento de pertença e rede de suporte.